AVISO: O trabalho a seguir contém imagens implicitas que podem ser impróprias para visualização em espaços públicos.

O visual é melhor visto no Modo Computador.

“DEPRAVATION!” é o segundo álbum de estúdio do cantor e compositor estadunidense Danny Wolf, lançado em 20 de junho de 2024 (ano 12) pela gravadora Innersound sob licença exclusiva da Wolf Entertainment, empresa de gerenciamento dos projetos do artista. É seu primeiro álbum completo em três anos in-game desde “Smoke Blurs”, lançado no ano 9 (2022).

As promoções da segunda grande era de Wolf se iniciaram no ano 11, em dezembro, com o lançamento de “MANWHORE.”, lead single do projeto e que contou com parceria de Alec Weaver, seguido do segundo single, “THE RAT.”, em abril de 2024 (ano 12). Ambos os trabalhos foram disponibilizados em antecipação para introduzir o público a novas facetas de Danny Wolf durante sua jornada de exploração da própria sexualidade por um viés mais humano, passível de falhas e de erros deliberadamente cometidos na busca para se sentir o mesmo prazer que o homem sente quando entra em um primeiro contato com o que o sexo pode trazer de bom aos seus pensamentos. Nessa busca desenfreada, Danny vive as mais diversas situações dentro do ambiente onde se inseriu antes de ser confrontado por pequenos momentos que ameaçam acabar com o prazer de se ter prazer.

Alec Weaver, Noan Ray e TAMMY são participações vocais e líricas no álbum “DEPRAVATION!”, produzido visualmente e graficamente também por TAMMY, parceira de longa data do artista desde “Smoke Blurs”.

prológo

“Muitos dos processos de afloramento sexual de pessoas ao redor do mundo se iniciam com o desejo de explorar o desconhecido, entender como funciona e decidir se gostam das novas experimentações. Eu, como descendente de uma família absurdamente conservadora e religiosa, não tive essa liberdade de encontrar meus desejos no tempo que eu precisava. Comigo, descobri minha sexualidade e meus modos de performá-la para escapar da realidade em que eu vivia. Acho que é como Aristóteles disse uma vez… “o sábio procura a ausência da dor, e não o prazer”. Se tive minha fase de estar dividido entre Deus e o pecado? Com certeza. Mas essa fase em nada se compara a como eu me senti mais humano quando estava cada vez mais fundo na busca por um prazer físico e emocional que eu não encontrava no universo onde haviam me posto.

Foi quando larguei os braços de um homem ideal e encontrei alento entre as pernas de um católico tão infernal quanto o que eu queria viver. Foi quando me perguntei por que homens eram tão atraentes a ponto de me fazer querer todos eles. Foi quando me exibi para alguns deles em busca de validar esse desejo. Foi quando me apaixonei por um homem que fazia o ato sexual ser tão divino quanto pecaminoso. Foi quando fui introduzido ao prazer de servir a homens mais cativos. Ou quando passei a tratar meus parceiros sexuais como presas. Ou quando olhei para meu passado religioso uma última vez e mandei o ‘foda-se’, antes de me sentir culpado novamente. Nessa, senti o controle da minha vida e do meu corpo se esvaindo de minhas mãos. E minhas más condutas foram do Éden a um inferno particular. E foi quando puxei os freios. E foi quando minhas memórias mais traumáticas finalmente foram desbloqueadas e terminei sem chão.

Este é talvez o momento perfeito em minha vida para lançar um álbum como este. Tenho plena consciência de que jamais farei algo assim novamente, ou ao menos, não sem o mesmo olhar que tenho agora sobre esse tema. Um olhar compreensivo de que, pela natureza humana, é normal buscar o prazer e deixar que este venha até você. Um olhar distanciado sobre os efeitos que isso causa em você. Um olhar extremamente íntimo sobre conversas que geralmente não passam das conversas temporárias de uma rede social ou das portas fechadas de um quarto escuro. Uma visão objetiva sobre a depravação.

Não vejo “DEPRAVATION!” como um álbum de sexo, como pode ter parecido quando vocês souberam da existência desse projeto. Vejo como um álbum feito por mim, Daniel Edward Wolf (em breve Weaver!), sobre o sexo. Sobre o prazer, as alegrias e os arrependimentos. E sobre ele pode ser tão intrigante quanto é fatal.”

fmusic

01. 413.
02. THE POWER OF THE DOGS.
03. MANWHORE. (feat. Alec Weaver)
04. WATCHING MOVIES.
05. FATHER OF THE HOUSE.
06. SELF.MASS.DESTRUCTION.
07. SINNER’S GUILT. (feat. Noan Ray & Tammy)
08. CONTROL.
09. MISCONDUCT.
10. THE RAT.
11. IT ALL WENT DOWN.

(clique para acessar a faixa)

track by track

(clique no nome para acessar a faixa)
“413”: é uma canção em duas partes. A primeira é “413” em si e se trata de um término agridoce; a segunda é “Donnie”, a primeira de várias experiências de submissão sexual. Ambas as partes são duas cenas aparentemente diferentes, mas que, na verdade, aconteceram dentro de um espaço de 30 minutos em um mesmo dia muito antes de vocês conhecerem o que eu poderia fazer na música - eu já fazia de joelhos, seja pedindo perdão… ou outra coisa.

“THE POWER OF THE DOGS.”: a curiosidade em saber como é sentir o prazer que ninguém te ensinou a ter fala mais alto nessa faixa, divertida como eu planejei que fosse, mas informativa de como a psique de um novato no ramo funciona. O título também referencia o filme “The Power of the Dog”, estrelado por Benedict Cumberbatch, um homem que se deleitava na imaginação de tocar outro homem apenas quando ninguém o olhava. Aqui, sou eu olhando e desejando todos eles ao mesmo tempo.

“MANWHORE.”: como descobrir se você gosta de ser bem trabalhado sexualmente por homens se você mal sai de casa? Procurando-os na internet e se colocando a serviço do prazer deles. Alec e eu brincamos com todas as perspectivas possíveis na composição dessa faixa, e nem há muito o que dizer porque ela é uma das mais autoexplicativas do disco. O homem tímido não pode mais atender o telefone… ele está se filmando para um cliente virtual. Ou cinco. Ou cinco mil. Todos ao mesmo tempo.

“WATCHING MOVIES.”: uma ode à monogamia, à minha história com meu noivo e ao modo como eu gosto de fazer meu homem se sentir quando está comigo. Assistir a filmes com o som desligado é o cenário perfeito para uma intimidade totalmente safada e saudável para a relação, além de ser o pano de fundo ideal para que todas as ideias mais pervertidas do mundo se espalhem na minha cabeça.

“FATHER OF THE HOUSE.”: me diverti compondo um manual de subserviência sexual de homens para homens, tendo um cenário de casa de cruising como ponto-chave para você chegar, encontrar o que quer (ou quem quer), fazer o que precisa e, então, fingir que nunca viu ninguém que você realmente viu naquele lugar. E, então, voltar mais vezes. E, então, crescer dentro da pirâmide. E, então, ser o favorito do chefão da casa.

“SELF.MASS.DESTRUCTION.”: passada a fase de me acostumar com os homens mais subvertidos do seu universo, é quando começo a enxergar meu novo parceiro como uma presa dos meus esquemas, até perceber que ele também tem suas próprias artimanhas para conseguir o que deseja de mim - e é quando me pergunto, pela primeira vez, o porquê de eu estar tão imerso em homens, em sexo, lugares inóspitos e situações que saciam o momento, mas não curam o interior. É um conflito entre querer e achar que não merece.

“SINNER’S GUILT.”: pode parecer uma sequência espiritual de “Sinner’s Lament”, single meu do ano 9, mas as comparações param por aí no momento em que a narrativa parte do pressuposto de que fui a uma igreja para confessar meus pecados e terminei confessando outra coisa nos ouvidos do padre. Noan Ray soa como o contraponto perfeito para a constatação de que nada feito ali é digno de um inferno quando a culpa já não nos consome mais, enquanto Tammy chega como uma voz consciente demais dos perigos.

“CONTROL.”: na subserviência, você não pode erguer a voz. Não pode questionar. Deve apenas abrir seu coração, sua mente e suas pernas para o que der e vier da mente dos homens com quem você se relaciona. Eu fui a uma dessas experiências com esse pensamento, mas saí de lá questionando se realmente valia a pena entregar o controle do meu corpo e dos meus pensamentos a homens que nunca mais verei na vida.

“MISCONDUCT.”: esperando pelo melhor, mas também já imaginando o pior. As consequências de uma série de encontros sexuais marcados pela impulsividade podem atingir sua mente e seu corpo físico de formas inimagináveis, e aqui, enquanto espera-se os resultados chegarem em um papel bem bonito e timbrado, você também pensa em todas as atitudes erradas que você tomou ou deixou de tomar para cuidar melhor do seu antro de vivências. O título é, de fato, uma referência ao álbum “Misconduct”, de Kaleb Woodbane - um marco e uma inspiração inegáveis para todos os trabalhos de teor sexual que vieram depois.

“THE RAT.”: o uso da palavra “rato” nessa letra veio do filme “Beach Rats”, que define uma mistura entre os homens ratos de academia e que vivem nas praias, buscando o hedonismo, seja pelas drogas ou pelo sexo. É um comportamento meio autodestrutivo, e já no final do álbum, era essa a ideia que eu queria passar - a de que tudo que aconteceu até aqui foi uma autodestruição em massa, como já havia sido anunciada como pista em outra faixa.

“IT ALL WENT DOWN.”: essa foi a primeira canção que escrevi para o álbum, e ironicamente, é a última na tracklist. Gosto de como ela enumera todas as situações que me levaram a fazer o que fiz durante as faixas anteriores, dando não só uma sensação de encerramento de ciclo, como também uma explicação para todos os atos que eu, enquanto um mero eu-lírico, cometi na esperança de não sentir dor por traumas, inclusive sexuais, que foram perpassados por mim.

encarte

the "pleasure." photobook

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agradecimentos

Agradeço a todos os homens que inspiraram cada pedaço de letra deste álbum. Vivi com vocês em tempos diferentes, antes de eu sequer conhecer o amor e o meu amado, mas vocês estão aqui. Obrigado - pela inspiração, não pelos traumas.

A Tammy, minha parceira de longa data. Há uma razão pela qual trabalhamos juntos há tanto tempo - você entende meus desejos criativos como ninguém e cuidou deste visual como uma mãe bem protetora. Valorizo isso em tudo o que você toca.

Aos meus colaboradores líricos do álbum. Alec Weaver - você e Sadie são as maiores alegrias da minha vida e eu não escondo isso de ninguém; obrigado por ter topado participar de “MANWHORE.” no começo do desenvolvimento desse projeto. Você não sabe o quanto abriu meus olhos para o que eu poderia fazer de mim mesmo. Noan Ray e Tammy, por chegarem em “SINNER’S GUILT.” com suas participações incríveis e pelas quais serei eternamente grato. Espero colaborar mais com vocês no futuro.

A Serina Fujikoso e PRAYOR, mãe de orfanato e pai de farmácia, pelo cuidado que vocês têm comigo em todos os projetos que desenvolvo. Estou sempre olhando para vocês.

A Annagram, Petter e todo mundo da gravadora Innersound, uma verdadeira família muito unida, por vezes ouriçada, mas sempre de brincadeira, nunca a sério. Amo vocês e o clima que temos juntos. Obrigado por apoiarem essa era desde o começo.

Sei que meus trabalhos são sempre feitos em um grande sigilo, tal qual uma considerável parte dos homens que inspiraram parte das letras feitas nos mais diversos períodos da minha vida, mas saibam que faço isso para que tudo seja uma surpresa agradável a vocês, queridos leitores, ouvintes, fãs e colegas de indústria. Espero que tenham gostado da experiência completa da depravação. Agora, relaxem e gozem.




2024 Wolf Entertainment under exclusive license to Innersound USA. All rights reserved to the artist. Manufactured by Innersound, 1512 Red Street, New York City. Unauthorized reproduction is a violation of federal laws. Executive produced by Danny Wolf, produced by TAMMY.

 

Lyricist(s):

  • Daniel Edward Wolf (all tracks)
  • Alexander Mitchell Weaver (co-writer, track 3)
  • Noan Ray (co-writer, track 7)
  • Tammy Evanoff Yamazaki (co-writer, track 7)

 

Producer(s):

  • Danny Wolf (musical producer, all tracks)
  • TAMMY (main visual producer, album package; co-producer, tracks 3 & 10 - single releases)

 

Instrumentists:

  • Danny Wolf: vocals (all tracks); background vocals (tracks 1, 3-4, 6-7, 9-11); electric guitars (tracks 2, 4-6, 11); acoustic guitar (tracks 1, 4); piano (track 1); drums (tracks 2, 4, 7, 9-11)
  • Alec Weaver: vocals (track 3); background vocals (track 3); electric guitars (track 3); synthesizers (track 3)
  • Bruce Batley: drums (tracks 5-6; 8); bass guitar (tracks 5-6; 8)
  • Annagram: oddities (track 4); background vocals (track 4)
  • Aster Major: acoustic guitar (track 1); synthesizers (tracks 2, 5, 9)
  • Tammy: vocals (track 7); electric keyboards (tracks 7-8)
  • Noan Ray: vocals (track 7); background vocals (track 7); electric guitars (track 7)

 

Technical Team:

  • Tammy: engineering, mastering, visual mixing (album package)
  • Danny Wolf: sound mixing (all tracks)