tenderness fade

Tenderness Fade” é o quarto álbum de estúdio de Alex Fleming, lançado no dia 22 de março de 2024 (ano 12) pelos selos Wild Music Group, The Flame Recordings e Watchtower Music Group. O disco teve seu primeiro fragmento mostrado ao público no início de Setembro de 2023, com o lançamento de ‘Passenger’.

Descrito como um disco introspectivo, amargo e que descreve a exaustão mental após processos viciosos. Ao contrário do seu irmão mais velho, “Dissonant Band”, o Heavy Metal e a carga extremamente politizada é deixada de lado, dando espaço para o Soft Rock, Indie e vertentes do Americana, Folk, Soul e Downtempo.

Composto por 13 faixas e com participações de Alec Weaver e Ashford, o álbum explora o processo de Alexander em meio a emoções, questionamentos e sentimentos que não pareciam ter cura; uma batalha contra o desconhecido, sendo então essa batalha marcada pelo desconhecimento de si próprio diante os conflitos, sendo eles amorosos, familiares, profissionais e outros.

Sobre o disco, Alex disse a uma revista americana: “É o disco que basicamente me fez ter o diagnóstico que todos os profissionais que fui tentavam achar, e nunca achavam. Mas mais do que um diagnóstico, mais do que uma mera caixa a ser colocado: esse processo desgastou não só a mim, mas como tudo ao meu redor. Era como se nada parecesse ter esperanças, era como se o amor que sentiam por mim fosse falso, como se a minha vida não valesse de nada.

Eu me sentia inerte, como se meus nervos tivessem sido arrancados do meu corpo, como se eu fosse o ser mais insensível a existir. Eu era um perigo para mim mesmo. Eu era grosso com quem me amava, eu buscava por coisas que me destruíssem… e bem, ninguém parecia compreender esses conflitos. Eu estava sozinho. Mesmo quando estava com outras pessoas perto de mim. Eu era um fantoche, eu era esperançoso demais, eu era ingênuo, eu era insuportável, eu era melancólico demais, mas principalmente… eu não sabia o que era eu, e o que não era eu.”

É o disco mais pessoal do artista, e a intencionalidade de Alex com esse lançamento é descrita por ele como “uma forma de me livrar de bastante coisa, de processar bastante coisa, e de ajudar pessoas que possam se sentir como eu a buscarem entender partes tão opacas e tão apagadas de si.”

Esse é o Tenderness Fade.

fmusic

#1. Tenderness Fade
#2. Amaryllis
#3. Never Felt So Alone
#4. Crawling
#5. Passenger
#6. Sexual Toy, There's No Joy
#7. In the Springtime of a Voodoo
#8. Walk of No Return
#9. Surrender (with Ashford)
#10. The Bitterness In My Piano
#11. Under Control (with Alec Weaver)
#12. Wanderer of the Night
#13. Find Your Way Back Home

AVISO: “Sexual Toy, There's No Joy (Rework)” é uma faixa extra e não pode ser considerada pela crítica na avaliação, visto que não está incluída na tracklist da versão padrão!

prológo

"Quando eu finalizo um ciclo na minha vida, eu sempre busco ser alguém melhor e seguir esse novo ciclo na premissa de que dias melhores virão. Mas quando no “Dissonant Band” eu considerei que eu estaria bem comigo mesmo para me purificar, isso não era algo puramente verdadeiro como eu queria.

Eu me sentia desgastado, mas era um desgaste ao nível de não acreditar na melhora, não acreditar que outra pessoa poderia me considerar o melhor amigo dela, que eu poderia ser amado por quem eu era, que eu poderia respirar e me sentir merecedor do oxigênio que eu recebia. Eu me sentia miserável. E isso era assustador de admitir

“Tenderness Fade” significa que a ternura que eu sempre achei que estava nos mínimos detalhes e que eu sempre observei nos meus primeiros discos e músicas não estava mais lá. Era ver que brutalidade do mundo corroeu a minha confiança nos outros, o amor que eu sentia pelos outros… e o amor que eu sentia por mim mesmo. “Tenderness” é uma palavra usada na medicina e nas ciências assistenciais para quando uma dor ou desconforto era sentida quando tocada uma área sensível. No meu caso, essa dor tinha desaparecido; as pessoas passavam por cima dos meus sentimentos, dos meus limites e eu não sentia mais dor. Eu estava inerte, estava precipitado, estava fora de mim.

Mas a dor não tinha ido embora. Na verdade, as 13 faixas desse disco mostram como essa dor se camuflou em diversos pontos da minha vida e como a minha mente me levou a diversos caminhos. “Tenderness Fade” significa uma parte nossa que se perdeu em meio a tanta turbulência, e para acha-la… você precisa entrar em muitos conflitos.

No meu caso, essa dor que não era sentida foi diagnosticada. O que eu pensava ser algo invisível era um transtorno chamado “Transtorno Afetivo Bipolar”, caracterizado por um padrão de instabilidade e hipersensibilidade em relacionamentos interpessoais (amizades, namoros, família), humor à flor da pele (tanto de uma forma boa, tanto de uma forma ruim), impulsividade… e principalmente, uma auto percepção difícil de ser capturada por si.

Com esse álbum, eu quero mostrar a você, ouvinte, sendo esse o primeiro disco meu que você escuta ou o quarto, tudo que eu pude documentar nessa fase. Eu espero que essas faixas tomem significados de superação e de uma verdadeira mudança na percepção que vocês podem ter sobre o sofrimento e sobre o caminho que cada um trilha até a “cura”. Esse é o Tenderness Fade."

track by track

#1. Tenderness Fade: “‘Tenderness Fade’ é o início desses pensamentos. Quando falo pensamentos, me refiro ao momento em que você está suscetível a sentimentos conflitantes e não sabe como reagir com eles, como se preparar para a amargura, para a ignorância… e para a opacidade da vida.

Eu escrevi essa canção num momento de pessimismo bem grande. Observava as pessoas e apenas enxergava a malícia de suas ações, ouvia músicas e só absorvia como havia aquela previsibilidade das letras em entregar algo sem arriscar colocar o que realmente sente, observava as amizades como um objeto de maldade para quem fosse mal intencionado… era como se tudo fosse realmente amargo e levasse a um beco sem saída.

Eu pergunto a quem ouve se tudo isso é da mesma forma para ele, pergunto se só eu enxergo tudo isso… pois eu sei que não é algo individual, e no final nós, como sociedade, compartilhamos muitas dores… mas não assumimos por medo do estigma e de como vão nos ver”


#2. Amaryllis: “‘Amaryllis’ fala sobre uma relação que está desgastada, e sempre permeada por insegurança e medo dos pensamentos que ambos alimentam e pavimentam. Eles se amam, mas ao longo do tempo esse amor se tornou unilateral… e aqui eu narro a história no lado da pessoa que ainda amava da mesma forma que antes

Depois de ‘Tenderness Fade’, eu quis trazer essa relação pois basicamente ela foi o início desses pensamentos e ao mesmo tempo era a coisa que me trazia esperança e perspectiva para uma vida. Mas, ao longo do tempo, tudo se desgastou… e por mais que eu ainda tivesse aquela pessoa perto de mim, ela não estava verdadeiramente ao meu lado. Nós dois estávamos cansados, mas eu ainda queria vencer o cansaço… o que não era mútuo.

Aqui eu descrevo os traumas da outra pessoa, os meus próprios, as nossas vivências, a mudança de comportamento, o desejo que já não era mais encontrado em mim… e a nossa ruína. E é muito triste saber que isso acabou em ruína. A flor de amarílis, ironicamente ou não, simboliza o amor e uma forte conexão formada nos indivíduos.

É usado um sample da canção 'Je t'aime moi non plus', originalmente de Serge Gainsbourg, mas com a minha própria voz interpretando a letra. O sample está presente nos dois últimos refrões e ponte.”


#3. Never Felt So Alone: “‘Never Felt So Alone’ é sobre quando você realmente sente que está sozinho na vida. Mas mais do que isso… quando você está ao lado de tantas pessoas incríveis, de tanta prosperidade, de tanta vida… mas mesmo assim sente que nenhuma compreende tudo que você sente.

É uma faixa dividida por camadas, mas a cada verso a história vai se desenvolvendo. O primeiro verso narra a luta contra a depressão e os vícios, o segundo verso fala sobre manter a luta mesmo com a turbulenta e a dor, o terceiro verso narra o meu caminho para um entendimento melhor do que eu sentia e do que eu senti por meio da composição, o quarto verso fala sobre o amor que nunca tive como achei que teria, e o verso 5 fala sobre a minha conexão com amizades que me ajudaram a superar algumas das dores mais incapacitantes que senti nesse momento. Todas essas partes são influenciadas pelos sentimentos e situações que cito no início.

É uma faixa que posso definir como uma síntese da minha batalha com a bipolaridade e a depressão, assim como um ar de esperança sendo respirado junto a muito pessimismo. Se você se identificou com alguma parte dessa faixa, eu desejo que consiga enxergar uma luz no fim do túnel. Por mais que pareça, você nunca está sozinho.”


#4. Crawling: “Em ‘Crawling’, eu falo sobre como eu sempre fui uma pessoa que buscava valorizar as conexões das amizades e tudo que vem com elas, tentando conciliar e ter bons diálogos, independentemente da situação.

Com isso dito, eu acho que não há algo pior do que você se abrir com alguém e mostrar o quão algo ou alguém te machucou (mais de uma vez) e depois ver essa mesma pessoa agindo de forma incongruente… se você me entende.

E o pior? Quando seu nome está relacionado a isso tudo.

Chegou um momento que eu senti tanta aversão, mas tanta aversão… que eu decidi tirar tudo de ruim que eu tinha sobre isso de mim. E eu não me arrependo se isso chegou a esse nível.

Ela lida também com a força e a intensidade que eu senti tudo isso. Era como se fosse mil vezes pior do que é em outras pessoas. Eu levei isso ao meu terapeuta, e ele disse que era uma característica da bipolaridade… então, é uma faixa que contribui pro entendimento dessas situações.

A canção possui um sample de ‘Sympathetic Character’, de Alanis Morissette, tanto na sua intro e tanto no seu break, pois senti que havia se conectado muito bem com a letra.”


#5. Passenger: “‘Passenger’ é como um ofício a um novo ciclo. Mas dessa vez você entra nesse ciclo mentalmente exausto. Como se tudo que você tinha houvesse sido tirado, sobrando apenas as reações e dores que foram adquiridas com o processo de cada uma delas sendo retiradas.

Então, o eu-lírico tenta se livrar ao menos da imagem do passado com um novo ambiente, novas pessoas e uma nova forma de agir. Guardando pra si todo o seu drama e sobrepondo nele uma imagem de alguém desprendido, livre, sem paixões ou zelos específicos. Talvez com aquela mentalidade de “finja até se tornar” por querer realmente ser aquilo que mostra, mas talvez por querer trancafiar tudo que o machucou nos ciclos passados para si.

Descrevendo-se como um passageiro, o eu-lírico discorre seus pensamentos sobre seu passado a cada fragmento da canção, mostrando-se apenas um espectador da felicidade, experiência e feitos das pessoas que agora fazem parte da sua vida, achando interessante a forma com que elas conseguem perseverar e viver as suas vidas avidamente, enquanto ele apenas fica estático, mas mantendo a sua imagem criada por si mesmo.

De modo geral, ‘Passenger’ é uma melancolia contemporânea que mostra que nem sempre novos ciclos podem significar que sua energia será renovada. Talvez você esteja exausto de viver, e isso intensifica sua exaustão.”


#6. Sexual Toy, There's No Joy: “Essa música traz uma confissão mais complicada pra mim. Eu sempre vi o amor como o princípio nas conexões entre pessoas, mais enfaticamente no amor conjugal em si. O sexo seria uma consequência, e não estaria acima de nada que o amor é.

Mas, bem… o amor chega (ou parece chegar), e então você percebe que o sexo parece ser algo tão, mas tão exaustivamente colocado como princípio… e bem, você se envolve com caras que apenas te querem para satisfazerem essa “necessidade” deles, e muitas vezes você não se sente seguro pra se sobrepor ou sair dessas relações, mesmo que isso não fale nada sobre você, seus princípios e sentimentos.

Aqui, eu reflito sobre relacionamentos que foram assim, mais especificamente os ultimos, mas com um sentimento de ultraje para mostrar que não desejava mais isso e que prefiro seguir fiel ao que eu acho justo no que se diz ao que eu acredito.

É uma canção meio complicada de lidar por ser bem sensível, então para o lançamento do single ela veio numa roupagem bem influenciada pelo pop-rock e pop convencional, e por um clipe também mais sensual para ressignificar ela de certa maneira em mim.”


#7. In the Springtime of a Voodoo: “'In the Springtime of a Voodoo’ é o retorno desse amor “perdido” de ‘Amaryllis’. Depois de um bom tempo, o encontro é indiscutível e o amor é sentido intensamente como antes.

Uma das canções com a presença da paixão, do sexo e do amor, aqui o eu-lírico está cegamente apaixonado novamente pela pessoa que ele já amava antes. Aqui, os dois têm um diálogo franco, e logo se entregam a emoção.

Alex fala sobre a canção, em entrevista a uma revista americana: “Eu tentei captar o momento que tudo isso volta. Toda aquela magia, aquela esperança… mas também a dúvida. ‘O que será que pode estar no caminho agora? Eu posso fazer algo errado?’ eram os pensamentos mais frequentes, mas nessa parte a entrega ao momento era mais importante.”

O amor e a dúvida estavam presentes, junto com o desejo de fazer tudo dar certo dessa vez.”


#8. Walk of No Return: “Como em ‘Amaryllis’ e ‘In the Springtime of a Voodoo’, era visível um amor em muita indecisão e desconfiança. Em ‘Walk of No Return’, eu só percebi que isso já era inviável de todos os modos. E isso me machuca.

Eu não acho que nada disso tem a culpa singular, ou seja, apenas um causou isso ao outro e outro lado apenas sofreu o impacto. Foi uma construção, os dois se machucaram de formas diferentes, e em certo ponto isso tornou a relação insustentável.

Aqui, eu deixo claro ao ouvinte todo o meu desejo para que tudo fosse diferente, e mostro que o fim me trouxe danos que eu tento, a cada dia, consertar e perdoar. É a canção mais curta do disco, mas ao mesmo tempo sintetiza pensamentos e pensamentos infinitos que escrevi nos meus cadernos por mais ou menos 2 anos. Então eu diria que eu sempre soube como isso acabaria…”


#9. Surrender (with Ashford): “'Surrender' entra numa parte que mostra o eu-lírico mais pessimista sobre, literalmente, se entregar. Como se estar vulnerável o fizesse relembrar dos seus traumas mais profundos, das vezes em que ele sentiu que o seu momento de “calmaria” e estabilidade emocional teria chegado… mas a turbulência esteve mais uma vez presente.

Aqui, com a “entrega” dos seus sentimentos, segredos e inseguranças, tudo era sentido com uma maior intensidade. Seja em amizades ou no amor, se abrir ao mundo e mostrar o que você realmente sente é assustador, assim como é discutido em 'Passenger' — mas nessa canção essa “retração” é explicada, como se fosse uma continuação dessa linha de pensamento.

A canção se desenvolve como uma mensagem direta a uma pessoa querida do eu-lírico; ele descreve as razões para ser, em momentos, superficial e inseguro. Também discute sobre como a vida foi árdua consigo, o que fez com que, agora, ele adote uma posição mais pessimista das coisas.

Confira um trecho de Alex falando sobre a música: É uma canção que fala bastante sobre amizade, relações amorosas… mas,
principalmente, fala sobre o quão exausto eu estava sobre as minhas emoções, e como era difícil me abrir em amizades e em novas relações. Ashford foi convidada para essa canção pois além da minha admiração intensa pelo trabalho que ela faz, sinto que ela se conectaria bastante com essa faixa em particular, ainda mais após ter usado o 'Meltdown' e o 'Walls' como discos que me davam um suporte diante tanta dor. eu a admiro demais"


#10. The Bitterness In My Piano: Alex fala sobre a canção para uma revista americana: “‘The Bitterness In My Piano’ fala sobre o impacto do meu comportamento na minha família.

Mas aqui, mesmo depois de confessar todas as minhas situações e todos os meus sofrimentos, uma pessoa em específico dela e que tem o maior poder sobre mim basicamente não aceitava, e colocava tudo isso como uma ‘falta de educação e de religião’, me condenando pelo que eu estava passando.

Acho que é a mais direta nesse álbum, mas eu posso a definir como uma resposta intensa para esse abuso psicológico. Eu falei e prometi a mim mesmo que isso não seria assim novamente.”


#11. Under Control (with Alec Weaver): Alex fala sobre a canção para a revista americana: “Sabe quando o amor e a vida num geral te machucam, te atingem e te desgastam a um nível que você se torna inerte? Impotente? Bem… essa faixa seria sobre entregar seus sentimentos e sua confiança a outra pessoa e se tornar submissa e dependente a ela por consequência dessas inseguranças e desgastes, principalmente por se sentir indigno do amor.

Por mais que aqui tenha uma consciência de que você deveria estar trilhando o seu caminho e estar, principalmente, sob os seus próprios sapatos, isso acaba se tornando um comportamento automático… e você se sente mais confortável na mão de outra pessoa. Mesmo quando isso possa te deixar em… perigo.

Alec faz parte dessa faixa pois eu senti que ele traria justamente esses sentimentos com palavras e expressões que iriam de encontro com as minhas e transformariam a canção no que eu desejava. E também é a primeira vez que colaboramos sozinhos em algo inédito!“


#12. Wanderer of the Night: “‘Wanderer of the Night’ seria basicamente a continuação de ‘Under Control’, mas aqui mostrando que a outra pessoa da relação basicamente estava desaparecendo tanto da relação, tanto da vida do eu-lírico. Ela aborda como os comportamentos, os valores e todos os sentimentos dessa outra pessoa são opostos ao do eu-lírico, e isso acaba causando em uma catástrofe e em uma dor intensa

Alex fala sobre a canção para uma revista americana: “Eu tinha medo de como materializar esse sentimento se ser ‘deixado a ver navios’ pois parecia que eu tinha colocado muita expectativa em algo passageiro. Era o tipo de coisa que acontecia por dias e depois de ter o que ambos queriam, partiam para outra. Mas eu entendi isso beeem diferente e isso me machucou, principalmente pela falta de comunicação com a outra pessoa. Eu diria que essa faixa é a minha resposta jamais dita, e hoje eu quero dizer que perdoo a outra pessoa, pois eu sinceramente não aguentava mais esses ciclos entre nós.”


#13. Find Your Way Back Home: Alex fala sobre a canção em um show privado: “Essa faixa simboliza a minha exaustão. Eu converso com todos os tópicos centrais do disco; com os amores perdidos, com as amizades, com a falta de cuidado que tive comigo mesmo… mas mostrando que eu simplesmente não me sentia mais alguém, e que era doloroso aquilo tudo, vocês entendem?

Eu quero que essa música sirva de consolo pra qualquer pessoa que ache que já chegou ao fim da linha e não vai conseguir mais voltar, que acha que chegou ao fim do poço, que acha que a vida já acabou. Sei que a música não traz um final feliz, mas quero que vocês que vão ouvir criem o seu próprio final feliz depois dela.”

encarte



















merchandising

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agradecimentos

Bem… eu diria que o “Tenderness Fade” foidisco que eu mais me dediquei a compor, a mudar, a polir e a conceitualizar.

Depois do sucesso e de tantas questões abertas e fechadas no “Dissonant Band” e também no “Heartbroken Cowboy”, eu me senti muito perdido no que fazer a seguir. Eu pensei que era a hora de fazer algo mais dançante, pensei em escrever coisas mais felizes e em passar a você, ouvinte, mensagens de esperança, de amor, de felicidade da melhor forma possível. De mostrar coisas diferentes mesmo.

Mas eu não posso negar que eu estava exausto, decepcionado… eu não estava bem. Eu chorava por não conseguir enxergar as coisas como os outros, por não conseguir seguir em frente com as coisas… e ali eu encontrei o que eu realmente deveria mostrar a seguir. Mostrar que nem sempre a gente tem uma luz no fim do túnel no exato momento que queremos, que nem sempre você vai estar em plenitude, que nem sempre você vai olhar pro passado e ver um capítulo fechado, vai olhar para o presente e enxergar tudo no devido lugar, ou que vai olhar para o futuro e enxergar um mundo de possibilidades.

Mas eu posso dizer que estou melhor. Meu diagnóstico me fez entender melhor as coisas, as pessoas que realmente estiveram comigo me mostraram que havia uma razão para eu, um mero cara que chegou a indústria com canções ingênuas sobre amor adolescente, um mero cidadão que busca fazer o melhor ao mundo, um mero amigo que busca deixar suas questões em um lugar seguro para poder ajudar amigos da forma que eles precisam e que eu posso ajudar, um mero filho que já trouxe desgosto a casa, mas que sempre tenta reparar tudo que fez.

Por isso, agradeço a Maddie Taylor, Colen, Noan Ray, Amelie, Rubia, Tammy, Ashford e Alec Weaver, que ou fizeram parte desse disco, ou que me ajudaram a superar tantas dificuldades nesse último ano. Falando especificamente de Alec e Tammy, que sempre estão abertos a trabalhar comigo e a me ouvirem. A amizade de vocês é algo que amo.

Quero agradecer a todas as outras pessoas que também me apoiaram nesse tempo, vocês sabem bem quem são e eu não preciso citar, também porque todos sabem que eu sou muito ruim em lembrar de nomes. Mas eu quero que vocês, que sabem quem são (sim, falei novamente!), se sintam abraçados e sintam a gratidão que eu sinto por tudo que fizeram. Principalmente os que apareceram depois de algum tempo distante, pois eu sei que deixei vocês na mão… mas agora estou aqui!

Eu espero estar melhor em todas as questões no meu próximo disco. Para a crítica, espero que consigam capturar cada sentimento e cada palavra que coloquei nesse álbum, pois é especial demais e eu quero que vocês entendam toda a essência dele. Para quem me acompanha e me admira, espero que esse álbum também esclareça e me conecte mais com todos, pois minha intenção como compositor é fazer, com o que sinto, algo que possa consolar em momentos de dor ou de dúvida.

E para você, que está lendo isso, eu espero que o amor e a ternura, em todos os sentidos, esteja presente na sua vida. Busque ser a versão de si mesmo que faz com que sua mente fique sã, que potencializa seus talentos, que faz de você alguém melhor… e que faz, para si, alguém que sabe encarar a vida. Eu sei que ela é bem difícil, mas no final você vai ver que vale a pena se esforçar para ver tudo que ela pode proporcionar.

Alex Fleming.