"BOULEVARDS é o quinto álbum de estúdio da cantora e compositora Stelar. O trabalho foi lançado sob o selo de sua própria marca independente, "Dark City Group", e distribuído pela gravadora Millenium Music no dia 9 de julho de 2026.

O álbum é caracterizado nos gêneros Alternativo, Rock e Folk, tendo várias vertentes do segundo gênero, como: Soft Rock, Surf Rock, Psychedelic Rock, Art-Rock, New Wave, Acoustic e Post-Punk Rock.

Em um aparato de 12 faixas, Stelar discorre sobre assuntos como fama, amor, desilusão, tristeza e liberdade. O álbum não segue um conceito fechado ou linear e, apesar de cada canção ter sua própria forma de vida, todas fazem parte de um mesmo viés: a busca pela própria identidade — e isso se manifesta através de faixas que usam a busca pelos sonhos, fama e amor como um grande véu que tenta esconder o verdadeiro significado de tudo.

Para Stelar, o álbum é sobre conexões humanas, e por isso ele se chama "BOULEVARDS": porque é nas ruas que você consegue encontrar o seu caminho, tanto para casa quanto para um lugar novo. Tudo isso colide com a fama e como ela influencia essas conexões, em como ela pode trazer tudo o que você sonhou e, ao mesmo tempo, se tornar uma pedra que te afunda ou te prende ao mesmo lugar."

Eu gosto de imaginar que BOULEVARDS foi escrito entre o meio dos anos 60 e o início dos anos 70, quando tudo parecia novo e esmagador. Grandes movimentos sociais, culturais e educacionais tomaram conta desse período, e vejo que tudo isso vem acontecendo em uma pequena porcentagem atualmente, mas acho que aquela época foi ainda mais progressiva do que a atual. Fui extremamente inspirada pelo movimento hippie e pela liberdade sexual daquele tempo. Gosto de imaginar que esse é o pano de fundo perfeito para o álbum, que é sobre alguém que busca clareza e uma forma de não perder a si mesma diante de tantas adversidades; também é sobre a liberdade de procurar uma resposta na busca pelo seu próprio eu, mesmo sabendo que isso pode jamais acontecer e, claro, trazendo um paralelo disso com as consequências de se estar nos holofotes.

Sobre o visual, eu busquei um grande acervo de catálogos de revistas, pôsteres e artes antigas em CDs. Tentei trazer um ar jovial e divertido para o trabalho, mesmo que suas letras reflitam sobre temas profundos e obscuros. Eu quis que o álbum tivesse uma cara colorida e cheia de adereços. Para mim, os anúncios daquela época eram exatamente assim: tinham um aspecto artificial e quase surreal que rondava as artes gráficas. Apesar de todo o contexto revolucionário e histórico do período, a arte parecia estar cada vez mais longe da realidade, e acho essa dualidade extremamente atraente.

Em sonoridade, eu quis trazer canções mais acústicas, que caracterizam o rock da época. Com cordas levemente distorcidas e um quê de Surf-Rock, busquei uma sonoridade mais serena e calma. Eu quis que o álbum soasse quase como um transe hipnótico, e que as faixas te levassem através de vocais suaves e expressivos, com uma instrumentação carregada por cordas de violão e guitarras.

Esse talvez foi o álbum mais rápido que já fiz, tudo começou após eu lançar o single "UNDER SILVER PALM TREES", que era para ser de outro álbum, mas após um tempo percebi que não cabia em tal trabalho e resolvi que queria fazer algo diferente, então inicialmente eu quis que fosse um EP de 6 faixas, ai eu escrevi o segundo single "MULHOLLAND DRIVE" em parceria com o artista BRUCE e foi quando o álbum realmente começou a ter vida, iniciei a escrita e quando fui percebi já tinha o escopo de 12 faixas, e foi assim que nasceu o "BOULEVARDS", ao todo levei praticamente 4 meses para finalizar as composições, foi a primeira vez que agi por impulso e só fui lançando e anunciando coisas sem ter algo 100% feito e tenho que dizer que foi algo no mínimo emocionante, enfim, fiquem agora com os comentários sobre todas as faixas do álbum.


1. UNDER SILVER PALM TREES: "Essa foi a primeira faixa que eu escrevi (quando ainda nem existia o álbum), e é uma das minhas favoritas, eu quis evocar um sentimento de liberdade com ela, sobre dançar com o caos, já que é tudo que nós conhecemos e as vezes não tem nada a fazer além de abraçar ele, ela é uma das peças principais no "conceito" que quis trazer com esse álbum."

2. MULHOLLAND DRIVE: "É uma canção sobre estar apaixonado e sobre romantizar toda a sua volta devido a esse sentimento, quando eu estava escrevendo ela eu já sabia que não teria parceria melhor do que o BRUCE, ele trouxe a voz perfeita para ela."

3. CHASING BILLBOARDS: "Esse título sempre esteve presente desde os primeiros rascunhos do álbum, então foi uma das que eu mais estava ansiosa para escrever. Ela é basicamente aquele sentimento que você tem quando você sempre está tentando o seu melhor, mas nunca parece ser o suficiente, porque sempre vai ter alguém melhor ou mais números que você e isso sempre vêm de forma esmagadora, então parece ser uma luta sem fim."

4. BOULEVARD OF DEAD STARS: "É meio que a faixa título *risos*, eu falo sobre como tentar tanto, só me deixou ainda mais frustrada e "derrotada", como nada parece duradouro, a única coisa que me mantém de pé é o amor pela música."

5. FOREVER TRAPPED: "É basicamente sobre se sentir refém de um sentimento ou algo, como isso parece um transe hipnótico sem fim. Eu quis fazer uma interlude pro álbum e acho que essa canção foi a escolha perfeita, ela diz algo mas não completa a mensagem, é algo nítido mas também misterioso, talvez a mais "poética" do álbum."

6. SCAPE THROUGH YOUR LENSES: "Essa provavelmente é a música mais interessante do álbum e uma das mais pessoais. Quando eu chamei o Danny eu disse que queria que a canção fosse como uma conversa, e foi isso que fizemos, é uma conversa difícil que você tem consigo mesmo, com o seu eu criança, é uma música que fala sobre sonhos quebrados e esperanças perdidas, enquanto nos versos nós falamos sobre o que fama ou propriamente Hollywood nos trouxe e nos refrões é como se nossa criança interior nos confronta-se com algum tipo de esperança e confusão sobre o que nosso futuro se tornou, é uma canção extremamente íntima e o Danny foi a escolha perfeita para acrescentar nela."

7. HEAVEN ON EARTH: "É uma carta de amor cheia de ressentimentos para Hollywood e a fama, é sobre se iludir com uma falsa promessa de amor eterno e descobrir com o tempo que isso é uma farsa, como Los Angeles é um lugar apodrecido e cheio de falsas promessas, é uma das minhas favoritas do álbum."

8. UNDER GOLDEN PALM TREES: "Eu acredito que essa música tenha uma vida própria (apesar de ser um "remix"), quando eu chamei a Mushroom eu quis que ela trouxesse uma roupagem totalmente nova e com mais esperança para a música, então eu deixei a canção a total mercê dela, e o resultado foi algo lindo, por isso resolvi trazer ela ao álbum."

9. ACID RAIN: "Essa é a música do álbum que mais traz o conceito de se passar nos anos 60/70, eu quis escrever sobre ser jovem inconsequente e extremamente consciente ao mesmo tempo, é uma música sobre se perder no mundo e achar sua própria tribo e a MOE sempre foi a escolha perfeita para entregar tudo o que a música pede."

10. ENDLESS HILLS: "Acho que essa foi a mais demorada do álbum para fazer, fala sobre dois amantes que eram tragicamente apaixonados e como tudo parecia bonito, ate eles chegarem ao estrelado e tudo começa a ruir, uma aversão de um pelo outro começa a timidamente crescer até se tornar insuportável."

11. AMERICAN GIRL: "Acho que essa é a mais pessoal do álbum, ela fala sobre sonhos e expectativas, sobre a pressão e o medo de seguir seus sonhos, eu quis trazer nela essa ideia sobre o grande sonho americano e como ele é uma farsa e uma forma de alienar as pessoas a acreditarem que o EUA é o melhor lugar do mundo para os sonhos, em como a ambição se torna uma obsessão que pode destruir e deixar amargo seus sonhos."

12. NEVER COME BACK AGAIN: "O grande final do álbum, acho que essa canção vem como uma forma de despedida, não uma literal despedida, mas uma forma de dizer adeus a todas as coisas que antecedem tanto essa música quanto esse álbum, abandonar todos os hábitos e ambições que podem te machucar e machucar outros, fechar a última pagina do livro e finalmente começar uma nova história, é sobre finais e começos."